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  • 16/04/2018

    Audiência pública debate a Funeas

    Audiência pública debate a Funeas
    Amanhã, dia 17 de março, será um dia intenso na luta contra a privatização da saúde

    A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Paraná leva para ser debatida em audiência pública a Funeas - Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná. Será nesta terça-feira, 17/4, às 8h30, no Auditório Legislativo da Assembleia Legislativa do Paraná. À tarde, às 14h, na tenda em frente à Assembleia, haverá debate com um representante da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde e o tema será as diversas formas de privatização, com exemplos concretos da fragilização do SUS com a entrega do patrimônio.

    Criada em março de 2014, por meio da lei 17.959, a Funeas recebeu em 2016 para gerenciar três hospitais - o de Guaraqueçaba, o Regional do Litoral e o Centro Hospitalar de Reabilitação – R$ 23.494 milhões. Em 2017 foram R$ 137.633.669,00 e, em 2018, serão R$ 179.694.530,00.

    Centro Hospitalar de Reabilitação – No contrato do CHR, o SindSaúde – Sindicato que representa os servidores estaduais da Saúde – considerou abusivo injetar tanto dinheiro para manter o mesmo número de leitos ativos. Ou seja, dos 81 leitos existentes desde 2007, apenas 25 estão ativos.

    No contrato dizia que em 2017 a Funeas teria de aumentar os leitos ativos em 20%. Meta não alcançada.

    Hospital Regional do Litoral - No HRL, a maior unidade com UTI tem 165 leitos. E se constata a falta de insumos, o abandono dos equipamentos e de pessoal. Isso coloca em risco a segurança na assistência à população. Elevadores e ar-condicionado sem funcionamento já viraram rotina no HRL. Para o HRL, a Sesa repassará em 2018 R$ 83,5 milhões. Nenhum hospital gerenciado pela Sesa diretamente tem esse volume de recursos.

    Hospital Estadual de Guaraqueçaba – Esse hospital tem 20 leitos ativos. Mas não consegue ter um corpo clínico e funcionamento de equipamentos que garanta a assistência, transferindo os pacientes para Paranaguá.

    A Funeas administra três hospitais desde o segundo semestre de 2016. E temos constatado que essa empresa não tem feito boa administração. E a Sesa, de maneira irresponsável, firma contrato com a Funeas para outras unidades serem gerenciadas.

    Hospital Infantil de Campo Largo – Inaugurado em 2010, o Hospital de Campo Largo tem 144 leitos instalados. Destes, só 74 leitos estão ativos. Nesses quase oito anos de gestão, a Sesa não conseguiu colocar à disposição do povo a totalidade dos leitos.

    À Fundação cabe abrir mais 12 leitos apenas e, para isso, a Funeas vai receber um superfinanciamento. Por que só mais 12 leitos - oito leitos de clínica pediatria e quatro leitos de psiquiatria? Por que não disponibilizar à população a totalidade dos leitos?

    A promessa do governo era que de 2014 a 2016 a Fundação ampliaria em pelo menos 38% a capacidade de leitos. Que passaria de 1.221 para 1.688 leitos ativos em todo o Estado. Estamos em 2018 e essas promessas não conferem com a realidade!

    Hospital Regional de Telêmaco Borba – O Hospital foi inaugurado mais uma vez em 2 de abril. Mas o hospital novo e equipado pelo Estado será gerenciado pela Funeas e só começará a funcionar mesmo com 25 leitos de maternidade de um total de 110 leitos. De 20 leitos de UTI neonatal, apenas 10 leitos vão funcionar.

    Esses e outros dados serão mostrados na audiência pública que será o primeiro passo para pedir uma CPI da Funeas.

    O SindSaúde e a Frente Paranaense Contra a Privatização estão organizados para combater essas práticas sinistras que só ajudam na desorganização do SUS.

    Tarde - Em frente à Assembleia Legislativa, nesta terça, 17/4, a partir das 14h, haverá debate sobre como anda a privatização em outros estados e municípios. O representante da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde estará presente e vai mostrar que a privatização é um mal a ser combatido. A Frente há anos tem apresentado vários estudos sobre o tema. Com o lema Contra fatos não há argumentos, a Frente tem sido um importante movimento nacional contra a privatização da saúde.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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