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  • 03/04/2018

    Anvisa afrouxa as regras para uso do agrotóxico paraquate

    Anvisa afrouxa as regras para uso do agrotóxico paraquate
    Agronegócio comemora resultado da pressão

    A Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – recuou da decisão tomada em setembro passado e liberou o uso do agrotóxico paraquate. Nenhum agrotóxico faz bem ao organismo, isso é fato, mas este produto – bem popular nas lavouras como desumidificador – não só acelera a maturação de plantas antes da colheita, como provoca a morte em caso de intoxicação grave.

    A dessecação ou desumidificação é um procedimento utilizado em lavouras de larga escala como soja e milho, e estima-se que 60% do paraquate consumido no Brasil seja usado com esse fim. O detalhe é que o Paraquate também causa o aumento da incidência da doença de Parkinson.

    Com este governo federal, a Anvisa afrouxou mesmo o sutiã. Porque no ano passado, a Agência já indicara a proibição do produto. O argumento foi que havia associação – do ponto de vista científico – entre a exposição ao Paraquate e a doença de Parkinson.

    A Agência levava a sério a saúde da população. O tema foi avaliado e reavaliado com sentenças definitivas pela Anvisa contra o uso do paraquate, ratificado em setembro passado. Pois bem, o veto durou pouco mais de dois meses. A própria Anvisa mudou o seu parecer em fins de novembro, autorizando o uso do composto como dessecante até 2020. Além disso, a agência suavizou textos que devem ser exibidos no rótulo do agrotóxico.

    A pressão do agronegócio funcionou super bem. Houve comemoração não só dos latifundiários como também do Ministério da Agricultura. A mudança de posição da Anvisa só foi possível graças ao lobby dos fabricantes e vendedores de produtos à base de paraquate.

    Para o secretário de Defesa Agropecuária, Luís Eduardo Rangel, “prevaleceu o bom senso”. Aí é de lascar!

    Leia AQUI a matéria completa sobre mais esse descalabro do governo federal.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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