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  • 21/03/2018

    Hospital Zona Norte, 30 anos, que situação!

    Hospital Zona Norte, 30 anos, que situação!
    Cartaz fixado no HZN
    Prioridade é organizar movimento pé vermelho em defesa do HZN

    Londrina. Verão de 2017. Pacientes internados no Hospital Zona Norte – HZN. Funcionários dando banho em pacientes, trocando cama, fazendo curativo, arrastando cadeiras de rodas e macas. Pressão arterial alterada por conta do calor. Ar-condicionado estragado. Pacientes pingando de tanto calor. Funcionários desidratando.

    No pronto-socorro, pacientes em observação pelos corredores, em macas ou cadeiras, ajeitados como dá. A equipe, mínima, em sofrimento porque precisa manter os medicamentos no horário certo e garantir a assistência adequada para o caso, conforme a classificação de risco feita na triagem.

    Os pacientes que ainda aguardam ser triados reclamam da demora. E com razão! Mas quem trabalha sabe que as regras do quantitativo entre número de pacientes e número de técnicos e enfermeiros NUNCA FOI CUMPRIDO. Trabalhando nessas condições as/os profissionais arriscam seu registro profissional. Um risco que não é pequeno. Pode até responder a processo ético.

    No centro cirúrgico falta material para algumas cirurgias. Paciente é avisado do cancelamento da intervenção. Exatamente aqueles que tanto esperavam por isso.

    No raio-x, aparelho estragado. Funcionários se sentem impotentes. E a ambulância vai e vem para transportar pacientes até o Hospital Zona Sul. Na porta o aviso que o exame pode demorar por conta da aparelhagem estar estragada.

    Na farmácia faltam profissionais para atender tamanha demanda. Estrutura pequena. Almoxarifado externo sem condições sanitárias para manter os produtos no local. Vistorias já foram feitas pelo TCE e pela Vigilância Sanitária. Daria para interditar o local, mas nem as recomendações e correções são feitas adequadamente.

    Roupa chega suja da lavanderia terceirizada. Parte do enxoval que chega ao hospital é desprezada e volta ao ramper de roupa suja para fazer nova lavagem. Não é fato isolado não. É comum. O Estado paga por peso a roupa lavada. Assim a lavanderia garante faturamento extra. Mas o risco de contaminação será que não conta para a Secretaria de Saúde?

    Tomógrafo inaugurado há quase dois anos não funciona. Não tem médico para dar laudo.

    Alimentação que foi terceirizada, cada dia pior. A empresa contratada não tem interesse em continuar fornecendo o serviço e, em final de contrato, não mostra qualquer compromisso com a qualidade da alimentação.

    Além de tudo isso, nesse momento falta de travesseiro a lâmpadas. Calcule o resto!

    Esse é o hospital Zona Norte de Londrina, que é referência em atendimento em ortopedia. Que é referencia em atendimento na área de acidentes de trabalho. Que é referencia para fazer exame de HIV. Que recebe ambulâncias do Siate. Que mantém suas portas abertas durante 24 horas, mas que não consegue resolver sua própria doença: falta de estrutura, falta de equipe, falta de controle de estoque. E por que de tudo isso?

    Devemos perguntar ao governador amanhã ou ao secretário de saúde? Será que vão responder? Ou estão tão preocupados em fazer campanha eleitoral ao Senado e à Assembleia que nem se incomodam com a condição do povo.

    O Hospital faz 30 anos nesta sexta-feira. Nada temos a comemorar, apenas que se estamos sobrevivendo a tudo isso, então é hora de mudarmos a história e organizar um movimento pé vermelho em defesa do HZN. É hora de defender que o Estado cumpra com sua obrigação de garantir saúde á população.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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