SindSaude Domingo, 18 de novembro de 2018

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  • 14/03/2018

    Terceirização das cozinhas vira alvo do TCE

    Terceirização das cozinhas vira alvo do TCE
    SindSaúde denuncia problemas nos contratos desde o ano passado

    Enquanto o secretário-candidato, Michele Caputo, insiste em se manter no cargo para só adiantar sua campanha eleitoral, a situação na Sesa vai de mal a pior. A última bomba foi a medida cautelar do Tribunal de Contas do Estado – TCE – que suspende a licitação para contratação de empresa para assumir o preparo da alimentação dos hospitais HZS e HZN, em Londrina.

    De acordo com o TCE, o Pregão Presencial nº239/2017 apresentou problemas que impediram com que todas as empresas participantes tivessem as mesmas condições de disputa. A denúncia se originou de uma das empresas derrotadas no pregão. A partir da última segunda-feira, 12 de março, a Sesa terá 15 dias para se explicar junto ao Tribunal.

    Suspeitas – Lá atrás, no final de 2016, quando a Sesa abriu cinco processos licitatórios, o Sindicato já apontava para inúmeras contradições nos contratos. Depois de um ano de muita confusão, muitas controvérsias e de serviços em sua maioria ruins, a maioria dos contratos foi renovada por meio de termos aditivos. A exceção foi justamente o caso dos hospitais de Londrina.

    Má qualidade – Ao longo de toda a vigência dos contratos choveram reclamações das refeições servidas por todo o Estado. Comida azeda, excessivamente industrializada, condicionada de maneira inadequada ou ainda com a presença de bichos e objetos foram algumas das reclamações. Isso sem falar no cardápio repetitivo e sem variação e na baixa qualidade dos ingredientes.

    Corte – Outro assunto que movimentou essa discussão foi a iniciativa do governo de cortar a alimentação para quem trabalha oito horas. O corte fez com que muita comida entregue pelas terceirizadas fosse parar no lixo. Outro problema foi que a gestão não cumpriu a promessa de oferecer infraestrutura para quem perdeu o direito a se alimentar. Essas/es profissionais ficaram sem ter onde esquentar o alimento trazido de casa. Em muitas unidades as/os trabalhadoras/es precisam se amontoar em salas minúsculas para fazer a refeição.

    Retorno da alimentação – O SindSaúde agiu para que haja o retorno do direito à alimentação daquelas/es servidoras/es que trabalham em regime de oito horas diárias. O Sindicato fez projeto de lei e encaminhou a negociação com deputadas/os e Casa Civil. O projeto de lei precisa ser aprovado e temos de juntos lutar pela retomada desse direito

    Futuro – O SindSaúde seguirá alerta com relação a esse assunto. Terceirizar o serviço por si só já não era a melhor saída. Cobrar caro e entregar alimentos de baixa qualidade às/aos nossos trabalhadoras/es é inadmissível.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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