SindSaude Sexta-feira, 16 de novembro de 2018

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  • 09/03/2018

    Esquecidos mas exigidos

    Esquecidos mas exigidos
    Falta de pessoal no Estado é geral

    Saiu a nomeação de 114 aprovadas/os no último concurso realizado pela Secretaria de Estado da Saúde - Sesa. O chamamento saiu em decreto divulgado no Diário Oficial da última quinta-feira, 8/3.

    Podemos considerar uma vitória para essas/es novas/os servidoras/es, mas o número é ínfimo perto do que é necessário para completar as equipes. A falta de pessoal nos quadros da Sesa é um dos pontos mais graves desta gestão. Sem gente, as filas nas farmácias especiais são desumanas.

    Sem servidora nem servidor nas vigilâncias, com doenças antigas voltando, a situação é alarmante e pode piorar ainda mais. Sem equipes na rede de sangue, como aumentar a captação de doadoras/es, a análise do sangue e produção de bolsas? Cresce o número de doadoras/es, mas as equipes estão definhando.

    Nas regionais, cada dia chega mais demanda. É a criação de um comitê, é a vacina da dengue, é a ouvidoria, é o acompanhamento das obras, são as auditorias, é auxilio ao planejamento e execução das ações de saúde dos municípios. É tanta coisa!

    Hospitais Nem vale a pena comentar sobre os hospitais em que as/os servidoras/es já não sabem mais como emendar plantão de hora extra ou de se virar com os pacientes que exigem tempo maior de dedicação. Elas/es se viram nos trinta e vão fazendo como dá.

    E Craid, o Caif, as centrais de regulação e de transplantes? Sabemos que em todo lugar, em cada serviço, a dificuldade pela falta de pessoal gera inúmeras consequências danosas à população, mas o secretário-caçador-de-votos continua dando sorrisos e discursos alvissareiros afirmando que tudo vai às mil maravilhas. Como Caputo Neto está sempre atrás de voto não percebe que o outro lado não é o paraíso. Longe disso!

    Outras A situação nas demais secretarias seguem esse mesmo ritmo de desmonte e descaso. Sem concurso, os estagiários fazem a vez de servidoras/es. Ou seja, a ilegalidade marca esse governo já que o estagiário jamais poderia desenvolver uma série de responsabilidades próprias de um cargo efetivo

    Números – Quanto Beto Richa e Caputo Neto assumiram a gestão, a Sesa tinha 9.569 servidoras/es. Em dezembro de 2017, a Secretaria divulgou, por meio do relatório de gestão, que estão na ativa 8.552. Esse número já contempla quem ingressou em 2017. Esse montante exclui os 359 servidores que se aposentaram, os 84 que pediram exoneração e as nove mortes. Se pegarmos o número de vagas existentes no QPSS e o número de cargos ocupados constatamos que 2.698 vagas estão em aberto! E quem está cobrindo esse déficit?

    Essa é a pergunta que queremos fazer na audiência pública que ocorrerá terça-feira próxima semana, dia 13/3, às 9h na Assembleia Legislativa. Porque alguém deve dizer como uma instituição se mantém desenvolvendo ações com um buraco desse tamanho.

    Ameaça – Essas/es aprovadas/os acompanham par e passo o que a Sesa faz, o que publicamos e repercutimos. E a Funeas – que vai fazer Processo Seletivo Simplificado – é uma grande ameaça a essas/es trabalhadoras/es, que tentam de todo o jeito entrar no serviço público pela porta da frente.

    Para a maioria desse grupo de aprovadas/os e para o SindSaúde, essa gestão é insana, e o secretário-candidato não passa de uma decepção.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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