SindSaude Terça-feira, 24 de abril de 2018

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  • 09/02/2018

    Funeas quer contratar com salário de fome

    Funeas quer contratar com salário de fome
    Diferença salarial deve dividir os trabalhadores
    Enquanto milhares de pessoas foram aprovadas no concurso de 2016, a Funeas – Fundação Estatal de atenção em Saúde – se prepara para contratar 543 profissionais para seis unidades da Sesa. Além da falta de um processo seletivo como manda a lei, quem ingressar nos cargos vai ter de enfrentar a instabilidade e os baixos salários. Tudo como o Sindicato já previa. E não temos bola de cristal, falamos porque temos conhecimento do que acontece em outros municípios e estados em que a privatização iniciou antes.

    Vamos tomar como exemplo uma técnica de enfermagem. No processo seletivo da Funeas esses profissionais vão receber salário de cerca de R$ 1.500. Já uma servidora que entra via concurso público e é estatutária tem um salário inicial de R$1.800. Ela ainda vai receber o adicional da GAS no seu salário, que varia de R$874 a R$1.223.

    Diferença maior ainda acontece com enfermeiras/os, que recebem pela Funeas um salário de R$2.500. No QPSS, o quadro próprio da Saúde, o salário inicial é de R$3.892 mais o valor da GAS. Para fisioterapeutas, que também precisam de ensino universitário, o salário é ainda menor: R$2.379.

    Carreira – Não bastasse os baixos salários, a Funeas não oferece nenhuma possibilidade de ascensão na carreira a esses profissionais. Pelo contrário. São contratações em caráter emergencial. Essa instabilidade de uma forma ou de outra interfere no atendimento final. Não atrai a trabalhadora ou o trabalhador para cursos de aperfeiçoamento profissional.

    Suspeito – Só em 2018 a Funeas vai receber R$ 85 milhões para gerir as unidades que assumiu. O Sindicato está movimentando várias frentes pra enfrentar s raiz do problema: o Estado que abre mão de fazer o que é seu papel e cria instituições paralelas,verdadeiras atravessadoras, que funcionam apenas para ser o escoamento do dinheiro público. Não apresentam resolutividade nenhuma, eficiência zero e total falta de transparência. 

    Concursados – Representantes dos concursados, que passaram nos primeiros lugares e aguardam o chamamento, participaram da primeira reunião de negociação entre o SindSaúde e a Sesa em 2018. As/os presentes puderam mostrar ao diretor-geral, Sezifredo Paz, o tamanho da angústia que a demora está lhes causando. Embora tenha dito que os trâmites para mais um chamamento não deve passar de março, o gestor deixou claro que dificilmente a Sesa preencherá as vagas previstas no edital.

    Para reverter esse marasmo, para impede que a Sesa divida as/os trabalhadoras/es nas unidades, temos de lutar para barrar o avanço da Funeas e viabilizar o chamamento dos concursados.

    Revolta - Conversando com as/os aprovadas/os do concurso sobre o assunto, a indignação com o governo reina absoluta. A classificação que eles dão para a Sesa ao contratar profissional via Funeas nas unidades e esquecer os aprovados no concurso é: governo insano. Gestão salafrária. Nesse governo não há esperança. Decepção total com o secretário-candidato Caputo. Passei em segundo lugar, deveria ser o próximo a ser chamado. E agora essa manobra imoral.

    O que fazer? - Agir para desmascarar a má-fé que reina nesses contratos ente Sesa e Funeas. Vamos firme nessa derrotar a privatização.

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