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  • 21/12/2017

    A privatização do HRL naufragou

    A privatização do HRL naufragou
    Operação Verão no Hospital Regional do Litoral promete ser caótica

    Falta tudo para o Hospital Regional do Litoral atender durante a Operação Verão. Medicamentos, saco de lixo, sabonete para dar banho em pacientes, dietas especiais, lâmpadas, copo descartável, fita isolante, fio elétrico, tinta. São exemplos de materiais que faltam no HRL, em Paranaguá. Tem ainda a falta de profissionais, especialmente na enfermagem. Outro agravante é o não funcionamento de elevadores, impressoras e aparelhos de ar-condicionado.

    É dessa forma que o único hospital do Litoral irá atender um público que pode ultrapassar os dois milhões de habitantes durante o reveillon. A Operação Verão, que sempre apresentou problemas, começa nesta quinta-feira, 21/12, e promete chegar ainda perto mais do caos que já vive o Hospital sem a população flutuante que a temporada traz. Mas o que mudou esse ano? O Hospital não é mais administrado pela Sesa – Secretaria de Estado da Saúde – e sim pela Funeas – Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná.

    A empresa, que graças à lei 17.959 de 2014 ficou autorizada a assumir a administração de unidades de Saúde públicas, foi defendida pelas/os deputadas/os e gestores da Sesa como uma forma mais moderna de gerenciamento das unidades a fim de garantir maior eficiência, rapidez e resolutividade. Reverberando um discurso de atender com humanização, o presidente da Funeas assumiu a unidade. No teste do primeiro ano de administração indireta, a Funeas reprovou.

    A promessa da gestão Richa era a de que tal repasse iria qualificar o funcionamento nas unidades próprias. Para isso, perto de R$ 98 milhões foram destinados à Fundação só em 2017. Mas o objetivo está longe de ser atingido. Mesmo com o reforço de pessoal que a Operação Verão vai receber, o HRL deve viver uma de suas temporadas mais problemáticas.

    Ação sindical – Há meses o Sindicato tem observado em suas visitas as/os trabalhadoras/es do HRL e constatou que a situação só faz piorar. De acordo com as/os trabalhadoras/es, desde que a Funeas assumiu, a lógica para a compra de materiais e insumos é a mesma dos hospitais privados. Tudo é controlado de forma excessiva para fazer economia. Nada contra poupar, desde que esse procedimento não gere estresse para equipe de trabalho e nem riscos para os pacientes. É essa “economia” que tem feito com que o Hospital fique meses sem materiais básicos.

    Na última quarta-feira, 21 de dezembro, o Sindicato fez a primeira de muitas mobilizações que serão realizadas com a população que estará no Litoral. A ideia é alertar para o grau de vulnerabilidade por que passa o HRL e automaticamente as vidas que dele possam depender.

    Miséria – O governo anunciou a destinação do valor de R$ 4 milhões extras para os municípios se virarem diante do aumento na procura por atendimento SUS. Se pensarmos que a população vai passar dos dois milhões, é como se cada habitante recebesse R$ 2 em recursos. E é Paranaguá que sedia o HRL e que vai ficar com menos de um milhão.

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