SindSaude Quinta-feira, 19 de julho de 2018

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  • 21/12/2017

    Outdoors denunciam sucateamento dos serviços públicos do Paraná

    Outdoors denunciam sucateamento dos serviços públicos do Paraná
    Campanha nas ruas alerta a sociedade sobre destino dos recursos do Estado

    O forte ataque do governo Beto Richa contra a população paranaense levou a um sucateamento dos serviços públicos ao longo dos últimos sete anos. Saúde, Educação – básica e superior – e Segurança Pública são as áreas mais afetadas e que atingem diretamente o povo.

    Este mês, nas cidades de Curitiba, Ponta Grossa, Maringá, Guarapuava, Irati e Londrina, servidoras/es públicos do Paraná lançaram campanha contra a falta de recursos do Estado. Outdoors foram espalhados nos municípios para alertar a sociedade sobre o destino do dinheiro público e lembrar pelo que a população passou nos últimos anos.

    O governo impôs aos paranaenses a conta da má gestão e dos rombos do governo. Beto Richa quebrou o Paraná antes mesmo das crises em outros estados. Desde 2014, quando empurrou gola abaixo o primeiro ajuste fiscal – fez quatro – a população tem pagado mais IPVA e nos alimentos, principalmente. Sem contar as elevações inexplicáveis da água e luz. Tem sido caro ser paranaense. Em 2015, o Paraná teve a maior inflação do país, superando 12%.

    Após o aumento de impostos, as/os servidoras/es se tornam o alvo. O saque de dinheiro da previdência das/os trabalhadoras/es do Estado está colocando em risco as atuais e futuras aposentadorias e pensões. São retirados cerca de 1,5 bilhão de reais por ano, que pode levar o fundo previdenciário a um colapso. As aposentadorias, aliás, não foram poupadas da ganância do governo e passaram a ser taxadas.

    Os servidores, depois do massacre de 29 de abril de 2015, passaram a alvo principal. No mesmo ano em que ordenou à Polícia Militar a repressão às/aos servidoras/es, Beto Richa inicia o processo de perseguição. Condicionou direitos, negou reajustes e rasgou as próprias leis. Tudo para penalizar “os culpados” pelo desgaste do governo.

    Hoje, o governo deve 8,53% da reposição salarial de 2016 e 2017 a todas as categorias do Estado e já anunciou que não vai pagar em 2018. Agora ataca diretamente professoras/es temporárias/os reduzindo o salário em 400 reais.

    Beto Richa hoje é alvo de investigação da operação Quadro Negro. O nome do governador é citado por delatores que, inclusive, afirmam que o dinheiro do esquema de desvio financiou sua campanha de reeleição ao governo do Paraná. A operação do Gaeco investiga um rombo em obras das escolas públicas que pode chegar a 20 milhões de reais.

    O FES – Fórum das Entidades Sindicais do Paraná – tem discutido ações para o início de 2018 e a campanha pode se intensificar com outras mobilizações. Sem a data-base há dois anos, sindicatos têm avaliado uma nova greve como alternativa para enfrentar o governo e os ataques contra os trabalhadores.

    *Matéria extraída do site Terra Sem Males e assinada pelo FES – Fórum das Entidades Sindicais do Paraná

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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