SindSaude Quarta-feira, 15 de agosto de 2018

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  • 14/12/2017

    Retrospectiva das promessas não cumpridas

    Retrospectiva das promessas não cumpridas
    Secretário-candidato faz muito por poucos
    Ontem, 13/12, iniciamos uma série de matérias sobre as promessas não cumpridas do secretário Michele Caputo. No texto de hoje vamos saber se de fato ele “resgatou o papel das regionais”, como chegou a prometer, ou se tudo segue abandonado. Vamos falar também de obras que nunca ficam prontas e equipamentos que há anos aguardam concerto.

    Quem não se lembra quando o secretário Caputo, da Saúde, assumiu e afirmou, em 28 de janeiro de 2011, que iria resgatar o papel das regionais? O que temos de relatos e que o que vem acontecendo é exatamente o contrário.

    A coisa acontece assim: o nível central da Sesa entra em contato direto com municípios e promete envio de equipamentos. Ou ainda promete ajudar a construir serviços sem passar por qualquer consulta aos técnicos das regionais. Também credencia serviços e/ou se compromete em envio de repasses financeiros.

    Sobrecarga A sobrecarga não atinge apenas as/os servidoras/es dos hospitais, mas as regionais também. A servidora ou o servidor é responsável por acompanhar e dar encaminhamentos a vários programas. Quem faz tudo não faz nada com qualidade.

    Obras – Obras das cinco regionais gêmeas? Promessa de realizar reformas nas regionais de Paranavaí, Campo Mourão, Cianorte, Cornélio Procópio e Apucarana. Em sete anos, a reforma em Cianorte, Paranavaí e Apucarana aconteceu. Parte das obras apresenta problemas.

    Exemplo – Houve a instalação de elevador na 13ª Regional de Saúde, Cianorte. O elevador está interditado há meses. As paredes no entorno do equipamento estão completamente rachadas do piso ao teto. São apenas dois andares, mas é necessário ter o elevador para garantir acessibilidade.

    O dinheiro no investimento de construção desse equipamento até agora não se justifica, já que o uso do elevador fica inviabilizado pelo risco evidente de acidente. Em sete anos, a Sesa foi incapaz de fazer a reforma em Cornélio e Campo Mourão. Enquanto isso em Campo Mourão a Regional está com sérios problemas no teto. Em dia de chuva os baldes são colocados, os computadores cobertos ou retirados do lugar para não danificá-los.

    Serviços de urgência – O Estado jogou para os municípios os serviços de urgência. As Usav – Unidades de Suporte Avançado de Vida – que o Estado mantinha foram desmontadas. No lugar vieram os Samus - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência -regionais. O resultado mostra que há problemas sérios na manutenção das unidades, em especial na forma de contratação da equipe e na garantia de seus direitos.

    Hospital Telêmaco Borba – São sete anos para construir a UTI de um hospital pronto desde 2010. Pelo abandono do prédio, para que esse hospital entre em funcionamento, terão de ser feitos novos investimentos na estrutura do Hospital. Reveja o vídeo feito pelo SindSaúde há três anos. Enfim. A Sesa e o governo têm um grande discurso.

    Hospital Zona Norte – Um tomógrafo foi instalado há mais de um ano. E não funciona. Isso sim fere a lei, pois é patrimônio sem servir à comunidade. É gente esperando anos quando o equipamento existe. Mas não tem o especialista. Não tem o material. Então houve falta de planejamento e de compromisso com o dinheiro e a saúde da população.

    Será que ele é? – O que temos na Sesa? Um secretário ou um candidato?

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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