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  • 14/12/2017

    Saúde não se vende! Loucura não se prende!

    Saúde não se vende! Loucura não se prende!
    Carta de Bauru explicita ataques ao SUS e à política de saúde mental

    Nenhum passo atrás: manicômio nunca mais! Por uma sociedade sem manicômios! Esse foi o grito de guerra daquelas/es que se reuniram em Bauru, interior de São Paulo, nos dias 8 e 9 de dezembro para celebrar os 30 anos de luta por uma sociedade sem manicômios.

    Ao final, os integrantes fizeram um documento intitulado Carta de Bauru – 30 anos. O texto é um primor e lembra como foi importante e forte o movimento que há três décadas afirmava a defesa intransigente dos direitos humanos e da cidadania dos chamados loucos. Como seu a compreensão que essa luta faz parte da luta por uma transformação social ampla e verdadeira e a reafirmação de que o manicômio é mais uma forma de opressão da sociedade. Diz a carta: “Uma escolha foi feita e decidimos a nossa direção: rumo à uma sociedade sem manicômios!”

    O documento também reitera que como a nossa causa era justa, trabalhadoras/es, estudantes, usuárias/os e familiares foram incansáveis ao lutar pela causa. “Construímos o projeto de lei antimanicomial, e trabalhamos por sua aprovação no Congresso Nacional. No desafio da implementação do SUS, construímos passo a passo, com efetiva participação social, expressas em quatro Conferências Nacionais, uma nova Política Nacional de Saúde Mental. Realizamos marchas, manifestações, passeatas, ofertando à sociedade brasileira o alegre sabor da liberdade ainda que tam tam”.

    Retrocessos Mas não há retrocesso que abale essa moçada. Elas/es dizem na Carta que dos riscos crescentes, os efeitos destes anos de livre e amoroso cuidado são inesquecíveis e duradouros. “Acesa e viva, mantém-se a nossa disposição de lutar contra tudo aquilo que é intolerável para a dignidade das pessoas e nefasto para o seu convívio enquanto iguais: a exploração e a ganância, o manicômio e a tortura, o autoritarismo e o Estado de exceção.”

    E o documento ainda reafirma que a atual conjuntura, que intensifica o risco das conquistas duramente obtidas, exige um posicionamento que reafirme e radicalize nossos horizontes.

    Luta  Essa é mais uma bandeira que temos de levantar. Essa luta é por uma sociedade sem manicômios que tem a vida como valor fundamental. A luta por uma sociedade sem manicômios é a luta por uma sociedade democrática, socialista e anticapitalista.

    Leia AQUI a íntegra da Carta de Bauru – 30 anos.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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