SindSaude Sábado, 22 de setembro de 2018

Notícias

Imprimir
  • 13/12/2017

    Caputo não cumpre promessa

    Caputo não cumpre promessa
    Documento mostra o que a Sesa não fez em 2017

    Não dá para deixar de lembrar e cobrar. Por várias vezes o secretário Michele Caputo assegurou às/aos servidoras/es da Saúde que não haveria retrocesso de direitos em sua gestão. Depois de sete anos, dá pra dizer que temos nesse caso, mais um caloteiro! Por trás desse discurso de respeito, a Secretaria se mostrou bem retrógrada. Prova disso é o documento enviado ao Sindicato com respostas às nossas reivindicações.

    Para despistar a falta de interesse em apresentar avanços para a categoria, a Sesa sempre inventa uma desculpa ou um terceiro envolvido. Um exemplo dessa retórica está na proposta de aumentar o valor da GAS para uma parcela das/os servidoras/es. Depois de um ano enrolando, a gestão diz que não o fará porque o Estado se encontra no “limite prudencial de gastos”, o que não é verdade.

    O governo desenvolveu uma teoria mentirosa de que o Estado está em dificuldade de arrecadação. Enquanto fala uma coisa para o funcionalismo, na televisão e nos depoimentos públicos. Diz que o Estado é “uma ilha de prosperidade”. A gestão diz que a receita em 2017 vai variar entre 0% e -3,5%. Para se ter uma ideia, só de janeiro a julho, a arrecadação cresceu 12%, de acordo com dados do próprio governo.

    GAS – Ainda sobre a gratificação, a Sesa também negou a reivindicação de unificação dos valores e o reajuste de 27% referente à defasagem acumulada nos últimos 10 anos. Para piorar, em agosto o governo conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa uma medida que desvincula o reajuste da data-base ao das gratificações. Resultado: gratificação congelada.

    Estágio probatório – Outro retrocesso que rolou especificamente na Sesa foi a questão do estágio probatório. Sem qualquer diálogo com as/os servidoras/es, a gestão instalou uma avaliação que tem tudo para se tornar mais uma ferramenta de assédio para as chefias.

    Confira AQUI o teor da Resolução Conjunta Seap/Sesa 36/2017.

    Redução da Jornada – O secretário chegou a assumir publicamente posição contrária ao decreto 4.345, mas faltou firmeza da gestão pra derrubar a medida. Até o cumprimento das jornadas reduzidas para as profissões com legislação federal o Estado não cumpre. A desculpa é sempre a mesma: “não nos compete” não temos “governabilidade”. Vale dizer que existe uma minuta de projeto de lei que reduz a jornada para essas profissões – protocolo 13.820.720-0. Mas a proposta segue estacionada na burocracia e na má vontade da Sefa – Secretaria da Fazenda.

    HRL – Um quarto assunto que foi abordado na resposta da gestão foi a superlotação do pronto-socorro e falta de materiais essenciais no Hospital Regional do Litoral. O governo teve a capacidade de enviar uma resposta da direção do HRL, repassada à Funeas. Na nota os gestores dizem que não existe superlotação. No entanto, nas entrelinhas, deram a entender que o hospital está sujeito a isso devido à escassez de alternativas na região. Já sobre a falta de materiais essenciais, nenhuma palavra foi dada!

    2018 – Para que 2017 não termine tão mal para os nossos direitos, o SindSaúde convoca a categoria a lutar. A organizar uma greve forte e peitar esses desmandos. Só a nossa união poderá reverter esse quadro.

    Confira AQUI o documento com as respostas da Sesa.

    Confira AQUI as 18 reivindicações da Campanha Salarial 2018.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

Av. Marechal Deodoro, 314, 8º andar, conjunto 801 - Edifício Tibagi, Curitiba, PR CEP: 80010-010 Telefone: (41) 3322-0921 E-mail: contato@sindsaudepr.org.br

DOHMS