SindSaude Sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

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  • 24/11/2017

    Por salário, respeito e alimentação

    Por salário, respeito e alimentação
    Ordem na Sesa é cortar na carne das/os trabalhadoras/es

    Queremos salário! Não aceitamos o congelamento do nosso salário e da gratificação de atividade em saúde - GAS! Enquanto o governo diz que não tem dinheiro para pagar o reajuste, vemos chefias que nada fazem ganhando muito bem!

    Queremos respeito! O nosso trabalho salva vidas. Estamos todos os dias lidando com a dor e sofrimento de pacientes e familiares. Nosso trabalho também é de prevenção, para que haja o devido controle de epidemias que poderiam arrasar com a sociedade.

    Queremos alimentação! O secretário Michele Caputo decidiu cortar o prato de comida do pessoal que trabalha oito horas diárias e também dos colegas que têm contrato terceirizado. Usou como desculpa uma análise do Tribunal de Contas – TC – sobre o fornecimento de alimentação. Se ele quisesse resolver de fato, teria encontrado uma solução adequada e não a de simplesmente cortar gastos sobre nossos ombros.

    Por outro lado – Enquanto as/os servidoras/es estão sofrendo ataques a cada dia sob o pretexto de se fazer economia, os contratos com as empresas de alimentação escondem dados alarmantes! Vamos a eles.

    Mesmo prato, preços diferentes – Em Curitiba, a alimentação é fornecida pela Ruliwi. Essa empresa fornece o almoço e jantar para o HT ao preço de R$9,07, para o Centro Hospitalar de Reabilitação a R$9,90 e no Hospital Osvaldo Cruz a R$10,50. Não dá para entender essa diferença de preço, afinal estamos falando da mesma empresa e da mesma cidade.

    Na Região Metropolitana, essa mesma empresa presta serviço no Hospital da Lapa e em Campo Largo, locais onde a refeição custa R$8,32. Nos hospitais de Londrina o almoço ou jantar servido pela empresa Vam Refeições custa R$7,62. Na Região Sudoeste, a refeição da empresa Frizzio Cozinha Industrial custa R$10,10.

    Fazendo a comparação entre o maior valor – R$10,50 - e o menor valor - R$ 7,62 -, existe uma diferença de 37,80%! Como há tanta diferença de custo para o mesmo cardápio? Quem será da Sesa que vai responder?

    Chá de ouro – Ao ler o contrato, é fácil ficar de boca aberta com valores praticados para o litro de café e chá. Nos hospitais de Londrina o litro de café custa R$1,20 e no hospital de Francisco Beltrão o mesmo litro de café custa R$6,70. Uma diferença de 458,34%!

    Já o chazinho carrega a diferença mais absurda. Em Campo Largo o litro de chá custa R$0,33 e em Francisco Beltrão custa R$4,70. Uma diferença de 1.324,24%. Será que o chá servido no Sudoeste tem aroma de ouro?

    Desproporcional – Ao analisar as quantidades de alimentos fornecidas nos hospitais, pode-se constatar que unidades com número de leitos muito próximos têm quantidades de alimentação extremamente diferentes.

    Sem resposta – Todas essas questões já foram levadas pelo Sindicato a Sesa há um ano e não houve nenhum movimento da Secretaria para rever esses valores absurdos ou averiguar as quantidades de alimentos fornecidos.

    Abutres – Enquanto as empresas ganham em cima dos recursos públicos a comida servida muitas vezes é de baixa qualidade e/ou o contrato não vem sendo cumprido à risca. Enquanto isso a Sesa nada faz.

    Corte no prato – Lerda para fiscalizar os contratos e sedenta para cortar a alimentação das/os servidoras/es que trabalham oito horas diárias. Essa é Sesa que conhecemos. Segue à risca a cartilha de enxugamento do serviço público enquanto deixa os recursos irem pelo ralo por conta de falta de fiscalização nos contratos terceirizados.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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