SindSaude Quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

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  • 30/08/2017

    Eletrobrás na berlinda

    Eletrobrás na berlinda
    Consequência poderá ser mais aumento na tarifa
    Novas privatizações vão tirar mais uma grande empresa do controle estatal

    O SindSaúde sempre teve posição a favor de que o Estado seja forte e que há setores nos quais o Estado tem de ter o controle. Os argumentos de que privatizar é o caminho já se mostraram falaciosos. Porque parte do patrimônio público já se foi, e a economia continuou em crise. Dizia-se que o dinheiro das privatizações seria aplicado nos serviços públicos essenciais como saúde e educação e segurança. A venda aconteceu e esses serviços públicos continuaram a ser sucateados.

    E aqui registramos que esse discurso a favor de privatização passou pelos governos federais, estaduais e municipais de partidos variados.

    Destruição - Não passou despercebido que dentro do novo pacote de privatizações do governo Temer está presente a Eletrobrás, que é nada menos do que a maior empresa de produção e distribuição de energia da América Latina e responsável por um terço de toda a energia elétrica consumida no país. A Eletrobrás já tem capital aberto na bolsa de valores, sendo assim uma empresa de capital misto – assim como a Copel - e o que o governo pretende fazer é vender ações da companhia, diminuindo assim a sua participação dentro da empresa.

    Para alguns especialistas, o repasse da estatal para a iniciativa privada pode ser catastrófica, pois irá tirar a soberania nacional do setor e, com isso, prejudicar diretamente a população. Afinal, com o controle da Eletrobrás, o Brasil pode manter o interesse do povo à frente das diretrizes da empresa. E pode fazer isso sem prejudicar a receita anual da companhia, que é de aproximadamente 60 bilhões por ano.

    Uma vez nas mãos da iniciativa privada, o lucro incessante e cada vez maior será explorado a qualquer custo. Ou seja, quando for barato produzir será possível aumentar o lucro com a mesma tarifa, já quando ficar caro produzir, basta repassar a conta para o povo, sem diminuir a lucratividade. Confira AQUI, na reportagem do Brasil de Fato, mais informações e a opinião de um especialista sobre a privatização da Eletrobrás.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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