SindSaude Quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

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  • 11/08/2017

    Acessível, mas com menor acesso

    Acessível, mas com menor acesso
    Plano de saúde popular é uma aberração

    O projeto de encolher o serviço público vem sendo prioridade no governo Temer. E também do governo Richa. No campo do Ministério da Saúde, o cabeça desse enxugamento do SUS é o ministro da Saúde Ricardo Barros.

    Com as denúncias contra Temer e seu enfraquecimento político, alguns passos desse encolhimento do Estado não foram encaminhados. Mas passada a votação sobre a aprovação ou não da investigação das denúncias de corrupção contra o presidente, parece que foi ligado o acelerador das medidas de desestruturação do serviço público.

    Uma forma de destruir o SUS é a criação de planos populares. A forma como o governo divulga essa iniciativa é através de mentiras e propagandas que iludem a população.

    Maldades - No plano popular uma parte das regras atuais impostas pela Agência Nacional de Saúde – ANS - tem de ser afrouxadas.

    Maior flexibilidade para reajustar as mensalidades, menor cobertura, restrição a procedimentos mais caros e ampliação dos prazos máximos para atendimento são algumas das propostas para que planos sejam mais acessíveis.

    Isso mesmo, o ministro – atendendo aos interesses do poder econômico dos empresários da doença – quer ampliar o acesso da população aos planos de saúde oferecendo planos carregados de restrições e com menos obrigações às empresas.

    E é justamente sobre esse antagonismo da proposta carro-chefe de Barros e os impactos dessas medidas que visam ao encolhimento do SUS, que a professora Ligia Bahia, da Comissão de Política, Planejamento e Gestão em Saúde da Abrasco, Associação Brasileira de Saúde Coletiva, escreveu recente artigo intitulado Inacessível. O artigo, publicado no Jornal O Globo, é mais um material importante para fundamentar as discussões sobre o tema, que deve ganhar ênfase na onda do encolhimento dos gastos públicos pelo executivo federal, estadual e municipal.

    Reflexos - Quando o governo não reconhece o direito à saúde como um dever do Estado, com certeza, não vai investir no Sistema público de saúde. Portanto, a tendência é do SUS piorar jogando pra população os planos populares. Nossa função pública de servidoras e servidores da saúde acaba sendo ainda menos reconhecida pelas/os usuárias/os.

    Reforçar com a comunidade a defesa da saúde como direito à vida é a nossa atribuição.

    Entenda mais do assunto lendo o artigo. Clique AQUI.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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