SindSaude Domingo, 19 de novembro de 2017

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  • 29/05/2017

    No MPT, Sindicato reforça necessidade de nomeações

    No MPT, Sindicato reforça necessidade de nomeações
    Audiência é resultado de ação firme do SindSaúde

    Em audiência realizada na última quarta-feira, 24 de maio, entre Ministério Público do Trabalho - MPT, Procuradoria-geral do Estado-PGE e Sesa, o SindSaúde voltou a afirmar a necessidade de se chamar um maior número de profissionais através do concurso realizado no ano passado.

    A reunião foi liderada pelo procurador do MPT, Inajá Vanderlei Silvestre dos Santos,e visou a estabelecer um termo de ajuste de conduta para o cumprimento da decisão judicial que garante que não pode ter trabalhadores contratados sem concurso público, com exceção de médicos, vigilância e limpeza.

    As representantes do SindSaúde traçaram a situação caótica da Sesa no aspecto de falta de equipes completas. "O que temos visto por onde a direção sindical passa é alto grau de horas extras, de adoecimento por conta da sobrecarga de trabalho e um contingente enorme de trabalhadoras/es próximos à aposentadoria", disse Carina Patricia, diretora do Sindicato.

    Segundo o próprio governo, todos os meses são pagos 1,8 milhões de reais em horas extras. O Sindicato citou também que o QPSS conta com 11.250 vagas sendo que o quadro atual é de 8.126 servidores na ativa. Outro fator importante colocado foi que, só nos primeiros quatro meses de 2017, 94 servidoras/es se aposentaram. Só de janeiro a abril, 21 servidoras/es se exoneraram e 2 morreram.

    Reme-reme  Diante das cartas na mesa e da evidência de falta de agilidade, restou aos representantes da gestão recorrer à retórica da falta de dinheiro, de que o país vive uma recessão etc. Aquela ladinha que o Fes - Fórum das Entidades Sindicais - tem comprovado que não se sustenta. Porque as receitas do Paraná não param de crescer, devido ao violento ajuste de impostos realizado em 2015 e por conta da transferência de mais de quatro milhões da ParanaPrevidência para as contas do governo.

    O SindSaúde não vacilou e deu respostas à altura de cada desculpa mal formulada da gestão.

    Novo edital – Os trâmites do atual concurso também foram discutidos. Das 969 vagas disponibilizadas, 585 foram ocupadas. O edital com o chamamento das/dos 384 profissionais faltantes deverá sair no mês de julho. O governo garante que irá completar as vagas do primeiro chamamento que não foram ocupadas até o final do ano e chamar o total das 969 vagas disponibilizadas no concurso.

    Recado dado – A direção sindical seguirá com o trabalho de sensibilizar as autoridades para que haja maior pressão sobre a Sesa. Como é que não há dinheiro para um chamamento maior se essa/es novas/os servidoras/es já deveriam ter ingressado no ano passado? Existe, sim, orçamento. O que não existe por parte do governo é vontade política para resolver os problemas das unidades próprias de Saúde.

    Necessidade real – O SindSaúde tentou que na audiência houvesse a garantia de ampliação de vagas, uma vez que sabemos que 969 vagas não são suficientes.

    Mas isso não aconteceu. Não conseguimos o que queríamos, mas a Sesa também não conseguiu. Sabemos que eles querem retardar o chamamento, e com essa audiência, a Sesa terá de, ao menos, chamar os 969 servidoras/es aprovadas/os.

    A luta não para por aqui. Com determinação, vamos continuar a mostrar que é preciso garantir o ingresso das/os aprovadas/os.

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