SindSaude Quarta-feira, 13 de novembro de 2019

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  • 29/01/2019

    Funeas – a marca da gestão passada

    Funeas – a marca da gestão passada
    Um capítulo à parte sobre a entrega das unidades para a bactéria da gestão

    A Funeas é um capítulo à parte. Na Fundação dinheiro público tem sido investido. As metas são descumpridas com persistência. As unidades de UTI estão sendo fechadas ou atendendo com número reduzido de leitos como no Hospital Infantil de Campo Largo, sob gestão da Funeas. Da mesma forma, o Centro Hospitalar de Reabilitação de Curitiba continua com 20 leitos em funcionamento e quase 60 leitos desativados.

    Hospital Regional do Litoral – Situado em Paranaguá, as/os profissionais são verdadeiras/os heroínas e heróis. Enfrentando todo tipo de adversidade a equipe consegue garantir a assistência nesse hospital, que sempre tem a demanda maior que a capacidade. Paranaguá tem um clima extremamente quente e, ainda assim, a direção da unidade não consegue resolver o problema da incapacidade da fiação elétrica, que não suporta a carga dos aparelhos de ares-condicionados.

    Na real, esse ‘pequeno’ problema da fiação é fichinha perto do que as/os trabalhadoras/es têm de fazer para realizar a esterilização adequada dos materiais. Há seis meses os maquinários que fazem esse serviço estão estragados. O caso é que o Regional do Litoral realiza cirurgias de alta complexidade, como cirurgias neurológicas, ortopédicas e ainda faz a retirada de órgãos para transplante. E todo esse material está sendo lavado à mão!

    Outro problema é na manutenção. Até fita isolante o povo traz de casa.

    Na UTI Neonatal a ventilação da criançada é feita na base do improviso. É com cateter que as/os trabalhadoras/es dão um "jeitinho" para assegurar o atendimento.

    Sempre assim – “Jeitinho” a gestão teve de dar para atender à crescente demanda, em função da Operação Verão, do heliporto construído para disponibilizar emergências naquele Hospital. Como foi embargada a obra, é preciso pedir ao vizinho o heliporto emprestado. Se o helicóptero pousasse no Hospital quebraria todos os vidros!

    O aparelho de Raio-X móvel foi finalmente consertado, mas falta gente para atender na área. Em diversos momentos de 2018 ainda denunciamos a falta de medicamentos e insumos. Nessa unidade chegou ao absurdo de faltar copo descartável e álcool em gel.

    Hospital Regional de Guaraqueçaba – Está aí uma unidade que apresenta todo tipo de problema. Problemas que afetam a população e a equipe de servidores/as. Constata-se a falta de demanda e/ou da demanda que o hospital não consegue atender, e ainda tem casos que parecem que a internação é mantida para aumentar a produção do Hospital.

    A entrada da Funeas já vai para quase três anos, mas os problemas só aumentam. Persiste a falta de material para o trabalho. Os ares-condicionados que lá existem não funcionam, só o da recepção. Isso afeta a população usuária e as/os trabalhadoras/es. Outro dia, contam alguns servidoras/es, a empresa de manutenção do ar-condicionado esteve lá e tudo o que fizeram foi limpeza e nada mais. Além disso a terceirização da cozinha significou a piora acentuada da alimentação.

    Hospital Infantil de Campo Largo – O problema do ar-condicionado é comum a essa unidade também. Mesmo em ambientes de risco, como a UTI, que jamais poderia subsistir sem sistema de ar-condicionado funcionando perfeitamente, é corriqueiro os problemas com a climatização. A capacidade instalada é de 140 leitos, mas menos de 70 funcionam. A falta de pessoal é o problema central para não colocar a unidade em pleno funcionamento.

    São nove anos de um equipamento construído sem que um dia sequer tenha funcionado em sua totalidade. Podemos até pensar em descumprimento dos princípios da eficiência e celeridade, causando prejuízo à população. Os médicos são contratados por uma empresa quarteirizada e estão sem receber. Ano passado também faltaram medicamento e insumos. E essa é mais uma Unidade gerenciada pela trágica Funeas.

    Ainda no ano passado o anúncio oficial do fechamento de leitos da unidade, causado por problemas nos contratos dos médicos terceirizados, pegou a população de surpresa. Após denúncia do SindSaúde, o caos instalado na unidade repercutiu na mídia.

    Hospital Regional do Sudoeste – No HRS, que recentemente passou para as mãos da Funeas, falta produto de limpeza básico e medicamentos.

    Hospital Regional de Telêmaco Borba – Estelionato! Esse é o termo. Três governadores inauguraram a unidade com 124 leitos, sendo 10 de UTI adulto, 10 UTI neonatal e 10 de cuidados intermediários neonatais. Cabe aqui lembrar a fala do ex-secretário Caputo. Ele enfatizou que o hospital fortalece o atendimento na região, com mais qualidade e conforto aos pacientes. “A gente traz o atendimento para mais perto da população local. Essa é a forma que trabalhamos e que dá resultados”.

    Nota zero – Há dez meses em funcionamento, o hospital restringe-se a um atendimento ambulatorial.

    O estelionato continuou na fala de ex-presidente da Funeas, Alexandre Lorga. Segundo Lorga, a equipe já está praticamente formada. “Temos mais de 80 profissionais de saúde contratados pela fundação para início imediato. Nesta primeira semana eles passarão por capacitação e na sequência vamos abrir os serviços dos atendimentos do programa mãe paranaense. Após essa etapa, serão chamados mais 80 colaboradores para as atividades da maternidade propriamente dita”. A verdade é que nunca teve esse número de funcionários na unidade e ontem, 21/1, quase 90% da equipe foi demitida.

    Diagnóstico da Sesa - Feito em capítulos, esse diagnóstico traz um pouquinho do olhar do SindSaúde PR sobre a gestão da saúde pública no Paraná. É preciso recuperar o tempo perdido, fazendo mais lutas e pressionando mais quem topou encarar o desafio de ser secretário da pasta e governador do Estado.

    Confira aqui, todos os capítulos da série Diagnóstico da Sesa.

    1 - Panorama da Sesa – O que aconteceu na secretaria em 8 anos da gestão Richa?

    2 - O desgoverno de Beto RichaUm resumo mazelas do desgoverno anterior que mais impactaram para as/os trabalhadoras/es da Saúde.

    3 - Giro na unidades – Situação das unidades próprias do estado hoje.

    4 - Funeas – Um capítulo à parte sobre às unidades repassadas para a administração da bactéria da gestão.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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