SindSaude Sexta-feira, 19 de abril de 2019

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  • 28/01/2019

    Giro nas unidades

    Giro nas unidades
    Confira a situação atual das unidades próprias da Sesa

    Dando sequência à série sobre o diagnóstico da Sesa, agora vamos acompanhar a situação de algumas das unidades próprias do Estado. Aqui também falaremos da rede de sangue e das farmácias especiais.

    Unidades de Curitiba e Região

    Hospital do Trabalhador – A pressão no trabalho, os diversos vínculos empregatícios existentes naquela Unidade, a gestão autoritária, a falta de pessoal em alguns setores fazem do HT um espaço de gigante adoecimento da equipe. Esse é um hospital próprio em que a Sesa faz investimento, a estrutura aumenta, a capacidade de assistência também. Já o respeito e a valorização das/os trabalhadoras/es não chegam nem perto da cabeça dos gestores.

    Hospital Colônia Adauto Botelho – Uma unidade referência em psiquiatria no Estado. Aliás, a política de saúde mental no Estado é um atraso em termos de serviços substitutivos e, por isso, a busca do leito em hospital continua crescendo. Fato que é o avesso da meta da Reforma Psiquiátrica. Essa unidade precisa de investimento em ações em Saúde do Trabalhador para prevenir o adoecimento psíquico da equipe, além de garantir uma equipe completa para o atendimento integral e, nesse aspecto, organizar uma equipe de médicas/os com vínculo efetivo com a Secretaria.

    Igualmente em outras unidades a lavanderia e a cozinha foram terceirizadas, o que resultou na piora da alimentação das/os funcionárias/os e pacientes.

    Para esses dois hospitais uma surpresa: a Sesa anuncia a contratação de residentes por dois anos. Uma residência em Enfermagem Obstétrica no Hospital do Trabalhador e um Programa Multiprofissional em Saúde Mental, no Adauto.

    O SindSaúde entende que esse é mais um jeito de burlar o chamamento das/os aprovadas/os no concurso. Porque essas/es profissionais serão contratados pela Escola de Saúde Pública, que também está sendo gerenciada pela Funeas.

    O Hospital de Dermatologia de Piraquara também foi esquecido e subutilizado em sua capacidade estrutural.

    Hospital São Sebastião da Lapa

    O Hospital São Sebastião da Lapa foi abandonado. Foi fechado o pronto atendimento e a pediatria. O Centro Cirúrgico está subutilizado e houve redução dos leitos de tisiologia, mesmo com alto investimento em reformas nesses dois setores.

    A biossegurança das/dos trabalhadoras/es não está assegurada porque os filtros de ar hepa estão enguiçados e não há previsão para o funcionamento. Os serviços de lavanderia e cozinha, mesmo tendo servidoras e servidores em número suficiente e estrutura física para realizar esses serviços dentro da Unidade, foram terceirizados.

    Unidades do interior

    Londrina Os hospitais Zona Sul e Zona Norte apresentam problemas muito semelhantes. A demanda crescente, associada a determinações da Sesa, cria um processo de trabalho extremamente acelerado e adoecedor.

    Um exemplo é o aumento do número de cirurgias no Zona Sul sem que haja uma equipe maior. Ou mesmo ter duas/dois trabalhadoras/es no setor de internamento pós-cirúrgico, em que os pacientes exigem muita atenção e ainda têm de dar conta de diversos procedimentos, que demoram para serem executados.

    Situação dos hospitais de Londrina repercutiu na mídia

    No Zona Norte, em 2018, foi possível constatar situações como falta de medicamento, com raio-x quebrado por meses, um tomógrafo que nunca funcionou. Todo esse cenário mostra que a população e a equipe sobrevivem por teimosia.

    Hospitais sob gestão dos municípios e da Unioeste – Nossas/os servidoras/es de Tibagi, Jaguariaíva, Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais e Cascavel atuam em unidades que a Sesa praticamente esqueceu. Temos profissionais bem capacitadas/os que precisam ser resgatadas/os por uma política da gestão de valorização pelo serviço prestado.

    Rede de sangue e farmácias especiais

    Rede de sangue – Está aí outro setor desprezado pela Sesa. Há de se reconhecer que ingressaram profissionais da área de farmácia – bioquímica – na rede de sangue. Mas os setores de enfermagem, técnicos de laboratório, serviço social, médicos e administrativos continuam na lástima de ter o mínimo do mínimo de funcionárias/os.

    Se tantas campanhas são feitas para ampliar a doação de sangue, não há a mesma prioridade para equipar, melhorar as condições e dar nova vitalidade à rede de sangue. Tanto é que parte das unidades não consegue fazer coleta externa por falta de veículo e de pessoal. Em algumas unidades, até o lanche para o doador ficou restrito à bolacha velha com chá ralo.

    O Tribunal de Contas investigou a contratação de empresa para fornecimento de determinado número de sanduiches por mês, quando o número registrado de doadores era bem menor que a quantia de alimentação contratada. Além disso, houve também o registro de inconformidades no recheio do pão.

    Fila na Farmácia Especial de Curitiba

    Farmácias especiais – Vão de mal a pior. Nos últimos oito anos as farmácias especiais tiveram a demanda multiplicada incontáveis vezes. O problema do atendimento demorado foi parar na imprensa. A gestão Richa alegou que havia servidoras/es de férias e que outros faltaram ao trabalho. Uma fala que distorce o problema. Em função das aposentadorias, as equipes estão cada vez mais reduzidas, formando longas filas para a população receber atendimento.

    O concurso estava aberto. Era só nomear e ampliar as equipes das farmácias de todas as regionais. O crescente desequilíbrio entre aumento da demanda e diminuição da equipe tem causado graves conflitos entre usuárias/os e trabalhadoras/es. Conflitos que existem por responsabilidade da Sesa, que não dota as farmácias com número adequado de profissionais. Sem saber da real causa do problema, usuários/as acabam por descontar nas/os servidoras/es o descontentamento pela demora no atendimento. Já há registro de caso de agressões físicas ou verbais. Quem não adoece com um problema desse?

    Amanhã, 29/1, vamos falar exclusivamente das unidades repassadas à Funeas.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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