SindSaude Quarta-feira, 17 de julho de 2019

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  • 24/01/2019

    Diagnóstico da Sesa aponta descaso total

    Diagnóstico da Sesa aponta descaso total
    Avaliação da gestão e giro nas unidades revelam uma Secretaria à míngua

    Nos últimos anos, a Secretaria de Estado da Saúde – Sesa – foi atacada por uma gestão privatista e sua estrutura foi usada escancaradamente para fins partidários e eleitoreiros. De modo geral constatamos que nos últimos oito anos foi grande a destruição.

    Estamos iniciando uma nova gestão e, por isso, o SindSaúde desenhou um diagnóstico da situação da Secretaria de Saúde sob a ótica das/os servidoras/es. Vamos abordar como o governo de Ratinho Júnior e do novo secretário, Beto Preto, estão assumindo a pasta e ficar em cima para conferir se teremos mesmo uma nova gestão ou se será apenas a continuidade da destruição da cartilha de Beto Richa e Caputo Neto.

    O diagnóstico será feito em quatro capítulos, postados um a cada dia aqui no site a partir de hoje, 24/1, abordando os seguintes temas:

    1 - Panorama da Sesa – O que aconteceu na Secretaria em oito anos da gestão Richa Caputo? Confira logo abaixo.

    2 - O desgoverno de Beto Richa – Aqui vamos traçar o panorama das mazelas do desgoverno anterior que mais impactaram para as/os trabalhadoras/es da Saúde. Confira AQUI.

    3 - Giro na unidades – Situação das unidades próprias do Estado nos dias de hoje. Confira AQUI.

    4 - Funeas – Um capítulo à parte sobre as unidades repassadas à administração da bactéria da gestão. Confira AQUI.

    Panorama da Sesa
    O que aconteceu na Secretaria em oito anos da gestão Richa/Caputo?

    O Fundo de Saúde mais repassou recursos a prestadoras/es e contratadas/os do que trabalhou para edificar as unidades próprias. O ex-secretário esteve mais em eventos onde tivesse palco para suas ambições partidárias do que dentro da Secretaria ou de suas unidades. Somos críticos sim. Cada vez mais! Isso porque vemos os hospitais da Sesa sendo quase desativados enquanto aumenta o credenciamento de leitos privados.

    Sesa e as unidades próprias – Foi volumoso o abastecimento financeiro pelo Estado à rede hospitalar privada e filantrópica. Equipamentos, reformas, incentivos, engordaram as contas desses empresários. Ao mesmo tempo, a política inversa era feita com nossas abandonadas unidades próprias.

    Sesa e regionais, o desequilíbrio – Alguns programas que foram amplamente divulgados não passaram de palavras ao vento. Alguns resultados proclamados como grandes avanços e vitórias foram conseguidos pelo esforço das equipes da ponta. Além disso, nos parece que os programas eram meros repassadores de recursos estaduais, pois os recursos foram disponibilizados sem o acompanhamento de indicadores de qualidade na prestação da atenção em saúde e da ampliação do acesso aos serviços.

    Sesa e seus talentos concursadas/os – Nesse campo, o desânimo tem a cor do desespero. Para quem está nas unidades, faltam motivos para comemorar. Antes de tudo, há a falta de reajuste acompanhada da falta de espaço para negociar. Reuniões com a Sesa ou Seap são evasivas. O governo anterior prometeu que faria a correção da perda de anos anteriores da GAS e ficou só na conversa.

    Sesa e sua desorganização – O que dizer da desorganização das unidades de suporte avançado de vida, ou do propalado Samu e contratos de locação de aeronaves para transporte de pacientes? E situações como a falta de pagamento dos tickets alimentação para a Central de Leitos ou alocar técnicos de enfermagem na condição de tele atendentes dessas unidades?

    Sesa e os consórcios. Quem fiscaliza? - Na última gestão os consórcios continuaram sendo um lugar solto entre a atenção básica e a alta complexidade, condição que deixa o paciente perdido. Os repasses robustos se mantiveram, inclusive para a construção de Centros de Especialidades sem que esses serviços estejam realmente funcionando e que mantenham a qualidade devida de atendimento.

    Esse texto de avaliação não consegue dar conta das múltiplas facetas da Sesa e de todos os problemas criados pela gestão de Beto Richa e Caputo Neto, mas nos dá a tônica de quais eram as prioridades e o foco central desse grupo à frente do Estado.

    Como complemento a este diagnóstico, amanhã, 25/1, vamos abordar como foi o desgoverno de Beto Richa.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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