SindSaude Terça-feira, 20 de novembro de 2018

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  • 04/09/2018

    Agora é oficial!

    Agora é oficial!
    Sesa anuncia fechamento de leitos de UTI pediátrica e neonatal

    Documento interno do Hospital Infantil de Campo Largo comunica o fechamento de 10 leitos da UTI Neonatal e 10 da UTI Pediátrica, o bloqueio de todas as atividades eletivas e de urgência e emergência e o serviço de Cirurgia Pediátrica.

    Esse conjunto de medidas pode ser chamado de desatino da gestão. Faz parte de um projeto para desintegrar a saúde pública e unidades da Sesa. Nada justifica esta medida. A Sesa tem por rotina credenciar com recursos próprios leitos de UTI da iniciativa privada e filantrópica. Se a Funeas não deu conta de credenciar e contratar equipe médica tem de ser punida. E não a população ficar privada de leitos.

    De acordo com o texto do Plano de Contingência, “o bloqueio provisório de 10 leitos da UTI Neonatal e de 10 leitos da UTI Pediátrica por tempo provisório e indeterminado até a realização do credenciamento da equipe médica”. Credenciamento na Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná – Funeas.

    Onde a Funeas entra, ferra. Foi assim no Hospital Regional do Litoral, no Hospital Regional de Guaraqueçaba e no Centro Hospitalar de Reabilitação. E não recebe pouca grana do governo não. Só em 2017 a Fundação recebeu 90 milhões de reais em recursos públicos.

    Nas unidades administradas pela Funeas a falta insumos, medicamentos e pessoal é assombrosa. O Hospital Infantil, depois de nove anos em funcionamento, nem com o contrato com a associação Raul Carneiro nem o contrato com a Funeas, foi eficiente para colocar os 140 leitos existentes em funcionamento. Na atual administração pública, há oito anos gerindo o Estado do Paraná não teve a responsabilidade de tomar pra si a gestão do hospital, que custou R$ 30 milhões pagos com o dinheiro do povo paranaense.

    Talvez, tamanho descaso com o patrimônio público e a saúde pública renda uma boa ação judicial de responsabilização civil e criminal contra os gestores. Quem não teve a capacidade de abrir leitos tem a cara de pau de anunciar o fechamento de leitos. Esse é o governo da catástrofe.

    Luto pelo HICL – Temos de lutar para que essa situação seja revertida. É preciso mobilizar a sociedade e dar um jeito de dizer NÃO. A saúde pública não pode ser tratada como mercadoria. O SindSaúde já move uma ação judicial que pede a inconstitucionalidade da Fundação. Mas não podemos esperar a decisão de braços cruzados.

    O SindSaúde, em conjunto com as/os servidoras/es, não medirá esforços para manter em funcionamento o Hospital Infantil e está ao lado das servidoras e servidores para lutar pela qualidade do serviço público.


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