SindSaude Domingo, 19 de novembro de 2017

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  • 04/05/2017

    Sesa e os delírios fantasiosos

    Sesa e os delírios fantasiosos
    Depois de sete anos, obras do HRSS são entregues

    Com toda pompa e circunstância, o governo entregou ontem, 3/5, as obras de modernização do setor de Tisiologia masculina do Hospital Regional São Sebastião da Lapa – HRSS. O Hospital é referência no tratamento da tuberculose e tem muita história boa para contar por conta do empenho da equipe no atendimento de qualidade aos pacientes que buscam e persistem no tratamento. 

    A entrega da obra, com muitos “comes e bébes”, se dá depois de sete longos anos de reforma. O que aconteceu? Simples: falta de resolutividade e de eficiência. Licitação com problemas? Sabe-se lá, mas a primeira empresa a ganhar para executar a obra saiu fora sem grandes explicações. Nesses sete anos são vários motivos que não conseguem justificar a longa demora para a conclusão da reforma.

    Controle Social – O São Sebastião foi tema da última reunião do Conselho Estadual. Nessa reunião, o Conselho Municipal da Lapa expôs que, no ano passado, ocorreram prescrições de medicamentos que não foram feitas por médicos. Olha a gravidade da coisa.

    Esperamos que a Sesa não ponha panos quentes e vá atrás daqueles que não cumpriam a sua função de fazer visita às/aos pacientes da Tisiologia e fazer a prescrição de medicamentos necessários. 

    Qualidade – O Sindicato conhece a história de tratamento em pneumologia do Hospital. Reconhece e quer fortalecer o São Sebastião para que essa Unidade realmente tenha uma clínica médica e um setor de Tisiologia que funcione.

    Xô amiguinhas/os!  Sabemos o quanto esse Hospital sofre com interferências político partidárias. A coisa é tão feroz que há ingerência até mesmo na internação de pacientes. Não importa se há vaga ou não. Para entrar no hospital tem de ser amiga/o do rei!

    Ufa! – Nem tudo são espinhos. O Sindicato considera que foi positiva essa reforma. Para as/os pacientes e para as/os trabalhadorases dessa enfermaria. Com a reforma, a unidade tem condições modernas com a instalação adequada de exautores. Esses equipamentos garantem a circulação do ar nas enfermarias, o que reduz o risco de exposição das/os servidoras/es.

    Mas não só de ares vivem as/os trabalhadoras/es. Elas/es precisam de mais. Não é mole trabalhar num ambiente desse sem suporte na área mental, já que parte das/os pacientes, que têm tuberculose, é usuária de substâncias psicoativas.

    Nesse sentido, o Sindicato lembra que defende que a equipe tenha acesso à supervisão profissional na área de saúde mental e que haja um processo de educação permanente para garantir melhor compreensão desse problema.

    Geral - No hospital outras mudanças são necessárias, conforme relatório da Vigilância Sanitária. Então, mais que festa, temos de fazer luta para que a população da Lapa tenha realmente o HRSSque merece. Menos palco para fazer política partidária e mais foco na organização e reestruturação do hospital. Esse é nosso recado.

Esta matéria pode ser reproduzida desde que citada a fonte.

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