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No auge da pandemia, Governo Federal cortou pela metade os leitos de UTI

Não bastasse todas o incentivo ao comportamento negligente da população e as inúmeras normas, decretos e outros documentos assinados pelo Governo Federal que contribuíram para acelerar a espalhar a pandemia do novo Coronavírus, e o atraso proposital na vacinação (que deixou o Brasil atrás de dezenas de países), agora, em pleno auge da crise, o Ministério da Saúde reduziu pela metade o número de leitos de UTI para Covid-19 custeados pela pasta.

 

Política contra a vida

A pandemia não mostra qualquer sinal de que esteja diminuindo, pelo contrário: o cenário é muito preocupante. Liberação das atividades não essenciais, escolas retomando as aulas presenciais, falta de vacinação e ausência do auxílio emergencial devem fazer os números aumentarem nos próximos dias.

E apesar de tudo isso, este mês de fevereiro deverá contar com menos da metade dos leitos de UTI para Covid-19 financiados pelo Ministério da Saúde em relação a janeiro.

Durante o período de emergência sanitária, a pasta federal tem pago parte dos custos ao lado de estados e municípios pelos leitos intensivos utilizados. Segundo dados do Ministério da Saúde, havia 7.717 leitos vigentes no mês passado e apenas 3.187 em fevereiro.

Um total de 13.045 leitos estão sem habilitação federal, aponta o levantamento feito pelo Conselho Nacional dos Secretários Estaduais da Saúde (Conass), com dados até 20 de janeiro. E não há perspectiva de solução rápida.

São várias as regiões do país que já sentem uma forte pressão sobre os seus sistemas de Saúde: oito capitais têm mais de 80% dos seus leitos de UTI ocupados. E o Conass aponta que vários Estados estão fechando leitos por não terem condições de mantê-los sozinhos, em um momento em que deveriam estar ampliando a rede.

O Paraná está hoje com 83% leitos exclusivo para Covid-19 no SUS ocupados, o que é um grande risco, já que esses leitos podem ser ocupados rapidamente em caso de pequenas variações na conjuntura.

 

Crise do Amazonas pode se repetir em outros estados

Existe o temor de que o Paraná e outros estados vivam situações similares ao que aconteceu no Amazonas, que perdeu completamente o controle de seu sistema de saúde em pouco tempo. O mundo inteiro viu, estarrecido, pacientes morrerem asfixiados pela falta de oxigênio nos hospitais, enquanto a fila de espera também se alongava (o que ajudou a manchar ainda mais a imagem do Brasil diante de todo o planeta).

O Governo Federal praticamente nada fez para ajudar a população do Amazonas (pior, recusou ajuda de outras organizações) mesmo sabendo antecipadamente que a crise iria estourar.

Tudo isso mostra que não é prudente acreditar que o Paraná receberá ajuda caso uma crise se instale por aqui também.

Se estudos comprovaram que o governo implementou uma política deliberada para acelerar a disseminação do novo Coronavírus, o corte de leitos do SUS durante este momento de alta da pandemia é mais uma confirmação.

 

 

Fonte: SindSaúde-PR