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Mais crueldade: Ratinho Jr quer retirar do SAS acesso de dependentes

O governo Ratinho Jr dá a impressão de que está dedicando boa parte de seu tempo elaborando em novas maldades para atingir as servidoras e os servidores paranaenses, direta ou indiretamente.

Em vez de empenhar esforços para proteger a população, conseguir vacinas ou garantir renda às pessoas que necessitam, o governo estadual prefere gastar esforços para atacar o funcionalismo estadual. Pior, agora está estendendo os ataques às famílias.

Na semana passada, travamos a luta para impedir o fechamento do Centro de Educação Infantil Cantinho Feliz, que deixaria dezenas de filhas e filhos de servidoras e servidores sem escola. Graças à ação do SindSaúde-PR e das famílias atingidas, o caso caminha para um desfecho positivo com a municipalização da unidade.

Mas agora, está em elaboração no governo um estudo para que as dependentes e os dependentes das servidoras e dos servidores não tenham mais acesso ao Sistema de Assistência à Saúde (SAS). A denúncia foi feita pelo deputado estadual de oposição Professor Lemos (PT).

São filhas, filhos, maridos, esposas, companheiras e companheiros que, em plena pandemia de Covid-19, ficarão sem assistência.

Mais uma atitude deste governo que não valoriza quem garante o atendimento que a população necessita.

Estamos passando pelo novo auge da pandemia. A última semana teve a maior média de mortes desde o início da crise. As profissionais e os profissionais da Saúde estão trabalhando incansavelmente para salvar vidas. Para o SindSaúde-PR, escolher este momento para deixar as famílias das servidoras e dos servidores sem atendimento no SAS é uma crueldade sem precedentes e, por isso, o sindicato tomará todas as medidas para impedir que isso aconteça.

Mas a nossa categoria também precisa denunciar, mostrar para a sociedade o quanto o governo estadual tem sido perverso com quem trabalha para salvar vidas.

 

Qual o objetivo dessa onda de ataques que não tem fim?

Desde que assumiu o governo, Ratinho Jr escolheu as servidoras e os servidores públicos como seu alvo favorito.

Os ataques são graves e constantes, sem falar nas promessas descumpridas. Salários e outros direitos congelados, diminuição no número de servidoras e de servidores, Reforma da Previdência estadual e até a tentativa de quebrar financeiramente as entidades representativas foram algumas das muitas crueldades do governo.

Não é de hoje que Ratinho Jr demonstra que trabalha apenas para as elites, afinal, além de dar isenções fiscais bilionárias, tem como vice-governador um ex-presidente da Associação Comercial do Paraná (entidade patronal que representa os interesses dos empresários – muitos dos quais têm interesse em conquistar contratos para substituir o que hoje é feito pelo funcionalismo estadual).

Ao que parece, a tática do governo é desgastar ao máximo a resistência das servidoras e dos servidores, para enfraquecer não apenas as lutas coletivas, mas ferir as trabalhadoras e os trabalhadores a ponto de abandonarem o serviço público. Como o governo congelou os concursos, cada vaga que for desocupada não será preenchida.

O Paraná caminha para o maior desmantelamento dos serviços públicos de sua história. Cabe a cada um de nós impedir que isso aconteça.

 

Fonte: SindSaúde-PR