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Hoje (7) é o Dia Mundial da Saúde, uma data para reforçar a defesa do SUS

Nunca se falou tanto sobre Saúde e sobre a importância do trabalho desenvolvido por profissionais da área como nos últimos tempos.

Afetando de forma dura praticamente todo o planeta há mais de um ano, a pandemia de Covid-19 jogou luz sobre a importância da Saúde pública.

Por conta disso, este 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, significa a continuidade das lutas pelo efetivo fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

No Brasil, onde mais de 80% da população depende exclusivamente do atendimento do SUS, a luta pelo seu fortalecimento assume maior importância.

Concebido com diretrizes da integralidade, descentralização e controle social, é por meio da universalidade do SUS que toda a população (e não apenas aqueles que podem pagar) têm garantido o amplo direito à saúde.

Não é difícil ver políticos e governantes fazerem declarações genéricas sobre a importância do SUS sem, no entanto, garantirem sua defesa, que deve ser traduzida           no fortalecimento de todos os serviços do SUS e na exigência que o Congresso Nacional recomponha o orçamento federal deste ano para a Saúde, em um valor que seja, pelo menos, o mesmo gasto no ano passado: R$ 168,7 bilhões.

É a única forma de garantir testes de Covid-19, leitos de enfermaria e leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Ninguém pode morrer nas filas aguardando atendimento.

Defender a saúde hoje significa, também, lutar por um Auxílio Emergencial digno de, no mínimo, R$ 600, enquanto durar a pandemia, para que a população tenha segurança alimentar e possa permanecer dentro de casa, diminuindo a circulação do vírus, em um lockdown de verdade em todas as atividades que não são essenciais à manutenção da vida.

Além disso, o Governo Federal precisa garantir vacinas para todos e todas já, como o SindSaúde-PR há tempos vem defendendo. Por isso, participamos da Chamada Global pela Quebra de Patentes das vacinas contra a Covid-19, para que não só países ricos tenham acesso ao imunizante. Com a quebra de patentes (que o governo brasileiro é um dos poucos do mundo que não apoia) seria possível produzir vacinas em território nacional e imunizar toda a população com mais rapidez.

 

No Paraná, faltam servidores

Em um momento tão crítico, no Paraná temos poucos motivos para celebrar o Dia Mundial da Saúde. Por aqui, a quantidade de trabalhadores da saúde diminuiu 8% nos últimos dois anos: são 615 pessoas a menos trabalhando na SESA-PR, mesmo durante a pandemia. Quase 4 mil vagas disponíveis seguem desocupadas, já que o governo não convoca profissionais já aprovados e nem realiza novos concursos.

Menos servidores disponíveis significa menor qualidade do serviço e demora no atendimento, o que prejudica o fortalecimento do sistema e a garantia de assistência universal.

Na pandemia, essas deficiências ficam ainda mais evidentes, sobrecarregando os servidores que estão na linha de frente e que são fundamentais para o combate ao Coronavírus, assim como aqueles que estão trincheiras para garantir os insumos, os dados estatísticos e a logística para o enfrentamento à pandemia.

Por isso, no Dia Mundial da Saúde, devemos lembrar que políticas de redução de investimento, diminuição do número de funcionários e sucateamento dos equipamentos e das estruturas de atendimento são exatamente o oposto do que a data quer celebrar.

Com a defesa do SUS e a valorização das servidoras e dos servidores, o SindSaúde-PR continua lutando pela vida, e para que os princípios que regem essa data sejam efetivamente cumpridos.

 

Fonte: SindSaúde-PR