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Em reunião, SindSaúde-PR cobra da SESA-PR soluções sobre o assédio moral na CET-PR

Na manhã de hoje (1º) foi realizada a segunda reunião sobre as situações de assédio moral que ocorrem na Central Estadual de Transplante do Paraná (CET-PR), localizada em Curitiba-PR.

No encontro online (por causa das restrições sanitárias contra a Covid-19), estiveram presentes a diretoria do sindicato e suas equipes de assessoria jurídica e de saúde da trabalhadora e do trabalhador, assim como das servidoras e servidores que atuam na Central Estadual de Transplantes e componentes do Grupo Intrasetorial de Trabalho da SESA, criado para encaminhar as denúncias apresentadas pelo SindSaúde

Veja como foi e o que ficou definido.

 

SESA tentou se esquivar

O sindicato expôs as denúncias que protocolou em relatório de 25 páginas, e que foi entregue à SESA-PR no dia 3 de março.

Quase um mês já se passou e, no encontro de hoje, nenhuma resposta efetiva foi apresentada para os 27 pontos levantados.

A Secretaria tentou se esquivar, informando que não conseguiu analisar o relatório com antecedência. Apresentou questões burocráticas e disse que resolveria os problemas ligados à infraestrutura.

Porém, a direção do SindSaúde-PR não se deixou levar e insistiu para que a reunião fosse baseada nos elementos que foram apresentados no relatório mantendo desta forma o foco no que é de fato objeto do diálogo.

 

Problemas graves na Central de Transplantes

A direção do SindSaúde-PR apontou que tem recebido denúncias de que a gestão da Central Estadual de Transplantes tem adotado métodos de trabalho que precisam de imediata resolução.

Dentre os problemas apontados estão assédio moral (com reflexos na saúde mental e física de servidoras e servidores), número reduzido de profissionais, descumprimento da Lei do Exercício Profissional da Enfermagem (como a realização da escala de plantões por um funcionário que não é enfermeiro) e outros prejuízos.

O sindicato declarou, ainda, que as condutas antiéticas por parte da gestão do órgão é que desencadeiam toda a sequência de irregularidades, já que há 11 anos os funcionários são pressionados pela gestão para descumprirem a legislação sanitária (e, ao se negarem a tal, são moralmente assediados).

A diretoria do SindSaúde-PR também solicitou que a gestora da Central de Transplantes seja rapidamente afastada para que não haja interferência em qualquer processo de investigação, e para que as servidoras e os servidores da unidade não sofram represálias.

 

Primeiras resoluções

O SindSaúde-PR solicitou a formalização do Grupo Intrasetorial de Trabalho em Resolução ou Portaria, e a inclusão do SindSaúde-PR no grupo, para acompanhar o processo de investigação e os encaminhamentos de resolução dos problemas apresentados.

O sindicato também solicitou que fosse constituída imediatamente uma comissão de sindicância.

A denúncia está formalmente registrada e agora precisa de providências, sendo a primeira medida a oficialização de ambas as organizações: GTI e comissão de sindicância.

Essas eram algumas das respostas que aguardávamos para hoje, considerando que já faz quase um mês que a Secretaria tomou conhecimento dos fatos.

A próxima reunião entre o sindicato e a SESA-PR ficou marcada para o dia 16 de abril, para dar continuidade às negociações.

Até lá, continuaremos na luta por melhores condições de trabalho às servidoras e aos servidores da Central Estadual de Transplantes e dos demais locais de trabalho de nossa categoria.

 

Denuncie o assédio moral

Se você também quer fazer uma denúncia sobre assédio moral, entre em contato com nossa assessoria de acolhimento. Não é preciso se identificar, ok?

 

Acolhimento de Saúde do Trabalhador:

📞 (41) 9 8898-4498

📧 [email protected]

 

 

Fonte: SindSaúde-PR