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Depois da pressão do SindSaúde-PR, SESA-PR atualiza número de mortes de profissionais da saúde por Covid-19

No dia 22 de março, o SindSaúde-PR denunciou a ausência de dados atualizados sobres a quantidade de profissionais da Saúde que haviam morrido no Paraná em decorrência da Covid-19.

Por três semanas, entre os dias 4 e 25 de março, os informes epidemiológicos divulgados pela SESA-PR não atualizaram esses números, justamente no período em que o estado passou viver os piores dias desde o início da pandemia.

Entre os dias 4 e 25 de março os números disponíveis eram sempre os mesmos: 241 mortes e 17.656 casos confirmados.

Depois da denúncia, que gerou muita indignação nas redes sociais, a atualização aconteceu no balanço referente ao dia 26. Naquele boletim, o total de mortes divulgadas foi de 280 (87 somente entre os profissionais de Enfermagem), além de 19.670 casos confirmados da doença (7.064 só entre enfermeiros e enfermeiras e técnicos de Enfermagem).

Ou seja, os dados do governo estadual estavam “escondendo” 39 mortes e quase 2.000 novos casos de Covid-19 entre profissionais da Saúde.

 

Aversão à transparência

A transparência é um dos princípios fundamentais para a democracia e serve para que a população possa analisar se as medidas tomadas pelo governo estão sendo adequadas. No combate à pandemia, divulgar dados com clareza é fundamental.

O governador Ratinho Jr, entretanto, tem demonstrado pouco apreço pela transparência, haja visto como têm sido tomadas as medidas durante a pandemia e a falta de diálogo com a população.

Mesmo com a recente atualização após pressão do SindSaúde-PR, os balanços da secretaria ainda encobrem informações importantes, como o local de trabalho das pessoas contaminadas e suas esferas de atuação (estado, município ou rede privada).

Em ranking da Transparência Internacional, aliás, o Paraná ocupa apenas uma modesta a 13ª posição entre os 27 estados do Brasil.

O SindSaúde-PR tem lutado incansavelmente para garantir que o governo estadual forneça informações durante a pandemia. Somente assim a sociedade pode fiscalizar e desenvolver ações cada vez mais efetivas para o controle da doença.

Mas o que temos visto é que transparência não é uma prioridade para Ratinho Jr.

 

Fonte: SindSaúde-PR